Proibições ao uso das redes sociais é coisa do passado, moderno é capacitar os seus colaboradores

Que existem alguns comportamentos inapropriados nas redes sociais não é novidade para quem navega nelas, até algumas regras de etiqueta e posicionamento já foram apresentadas. Pequenos cuidados se devem a super exposição nas redes sociais, entretanto, sempre que o assunto é a proibição de alguma atitude o assunto vira polêmica e mobiliza todos os usuários. Foi o caso da escola nos Estados Unidos que proibiu que os seus professores se tornassem amigos de seus alunos nas redes sociais como o Facebook.

Pensar duas vezes ao postar alguma foto constrangedora ou comentário que possa manchar o nome da empresa em que trabalha, é uma política a ser adotada pelos usuários principalmente para se preservarem de possíveis punições. Nada extremo, apenas se comportar na internet como se comportaria na vida “off-line”, afinal, essa divisão não existe na verdade. O que quero dizer é que você não é duas pessoas, uma que está nas redes sociais e a outra que não está, então porque agir de forma diferente nesses meios?

Entretanto, a proibição, principalmente quando vinda da parte da empresa empregadora, seja ela conhecida ou não, normalmente acaba vindo para tornar a imagem da instituição negativa, passando um perfil retrogrado. Proibições como a da escola acima se espalham na internet e mostram como os empregadores ainda não estão preparados para lidar com as novas propostas do mercado e da sociedade.

A famosa frase “o proibido é sempre melhor” se encaixa perfeitamente nesses casos. Tudo bem que para não perder o emprego os professores, deixem de dialogar com os alunos na internet, mas, assim como aconteceu, esse posicionamento negativo chegará ao ouvido de algum aluno, ou sairá da “boca” de algum professor mais engajado e a imagem da instituição ficará péssima, sendo acusada até de censura pela sociedade.

Mas como fazer para evitar posicionamento errados dos colaboradores nas redes sociais? Capacitar é sempre mais difícil que proibir, mas o resultado será sempre muito melhor. Palestras e encontros que mostrem a melhor forma de usar as redes sociais, pensando sempre que qualquer atitude negativa atrapalhará principalmente o próprio profissional e os próprios alunos, seria uma ação muito mais correta e traria a escola para um patamar de desenvolvimento e modernidade superior as demais.

A discussão sobre o posicionamento das pessoas nas redes sociais deve sempre partir do princípio da liberdade e da informação. Acabando com o mito de que as pessoas devem ser diferentes e que existem duas vidas. Na internet, ao contrario do que muita gente ainda acha, não dá para se esconder por muito tempo, e a exposição é muito maior do que fora dela.