O uso de redes sociais dentro das empresas

É cada vez maior o número de empresas que estão na web 2.0, certo? Pois é, mas ao mesmo tempo tem muita empresa por aí que anda bloqueando o acesso dos funcionários em redes sociais. Nos EUA, 54% das organizações nos bloqueiam o acesso dos funcionários a redes sociais, como Twitter, Facebook e MySpace, ao passo que 19% das organizações permitem o acesso a espaços online para fins comerciais. O dado faz parte de uma pesquisa divulgada pela consultoria em recrutamento de executivos Robert Half, com o objetivo de descobrir como as empresas tratam o uso das redes sociais por seus executivos.

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Segundo o resultado da pesquisa, 32% dos profissionais de TI de média e alta gerência trabalham em empresas onde o uso das redes sociais são completamente proibidos. Cerca de 16% tem o acesso para uso profissional, outros 18% para uso pessoal com limitações e 16% dos executivos tem acesso livre as redes sociais. O Linkedin é usado por 36% dos entrevistados, depois vem o Orkut (21%) e por último o Facebook (17%). O relacionamento profissional é apontado como principal motivação dos entrevistados (45%). O contato com amigos e conhecidos está sem segundo lugar (40%). A maioria dos profissionais não acessa as redes sociais diariamente (62%) e 28% faz isso uma vez por dia. Apenas 10% dos patrões concede aos colaboradores a liberdade de acessar as redes sociais disponíveis na Internet.

De acordo com o diretor executivo da Robert Half Technology, Dave Wilmer, acessar redes sociais pode tirar a atenção dos empregados de outras prioridades. Então, é compreensível que algumas companhias limitem o uso. Para algumas profissões, porém, esses sites podem ser usados como ferramentas efetivas de negócios e esse pode ser o motivo para que uma em cada cinco empresas permita seu uso para propósitos relacionados ao trabalho. As empresas temem que seus funcionários percam seu tempo nas redes sociais, temem que aqueles que odeiam a marca falem mal dela em alguma rede social ou soltem informações que não devem e com isso temem perder o controle da situação, bem como da sua própria marca.

Networking

Aqui no Brasil as coisas não são diferentes não. Muitos gestores ainda ficam de cabelo em pé quando têm que decidir se vão ou não liberar o acesso de redes sociais a seus funcionários. Mas, o que você acha de uma empresa que tem presença nas mídias sociais, é engajada nas redes, mas seus próprios funcionários não podem participar disso porque não têm acesso na empresa? Por que não permitir o acesso dos funcionários? Será que essas empresas esqueceram que eles também são parte do conjunto de seus stakeholders? Cabe aos gestores a gestão disso e a transformação de até então um problema – para eles – em uma oportunidade.

As empresas precisam encontrar maneiras de se beneficiarem com o uso das redes sociais. E cabe a cada uma definir isso. A Vale, por exemplo, utiliza as redes sociais para resolver problemas de operação e manutenção de suas linhas ferroviárias. Diante de problema, os gestores da empresa recorrem a um fórum de discussão no qual podem discutir alternativas de solução ou receber dicas de quem já passou por impasses semelhantes. O mesmo processo é aplicado na solução de conflitos da área financeira. Já a Petrobras se vale das redes sociais não só para solucionar entraves, mas também para garimpar novos talentos. A empresa é quem ganha, porque ela analisa as opiniões de cada colaborador e ainda pode identificar um potencial talento, um líder.

E você? O que acha das empresas liberarem o uso de redes sociais para seus funcionários? Acha que isso afeta a produtividade?