O legado de Steve Jobs

Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida”

Ontem, o mundo inteiro se mobilizou com a notícia da morte de Steve Jobs. A trajetória do homem que revolucionou a tecnologia e a informação é conhecida e admirada por todos. Ele foi tido como grande empresário, inventor e visionário do mundo da tecnologia. O ex- CEO da Apple morreu aos 56 anos, vítima de câncer no pâncreas. Nos últimos 13 anos, sob seu comando, a empresa cresceu em proporções gigantes, alcançando recentemente o posto de mais valiosa do mundo.

Através de suas criações, o mundo pôde mudar a forma de ouvir música, com a chegada do iPod, conheceu um novo conceito de smartphone, capaz de agregar internet, sons, aplicativos em um só lugar, com o iPhone e ainda viu o início da era dos tablets, com o lançamento do iPad.

Muito antes de todas essas revoluções, no entanto, Steve Jobs já fazia história, fundando a Apple em 1976. Em 1984, a empresa lançou a grande revolução do mercado da tecnologia pessoal: o Macintosh. Em 1985, devido a desentendimentos internos e disputas de poder, ele acaba sendo demitido da Apple. No tempo em que esteve fora da companhia, Jobs fundo o estúdio de animação Pixar. Enquanto isso, a empresa que tinha fundado se desvalorizou e viveu de altos e baixos. O empresário voltou ao cargo de CEO em 1997 e, desde então, construiu um caminho marcado por lançamentos que conquistaram verdadeiros Applemaníacos, que desenvolveram uma relação de paixão pelos produtos da marca.

Na web, a repercussão da morte foi intensa, com declarações de tristeza e pesar do público e de figuras públicas, como Bill Gates e Mark Zuckerberg. A Apple divulgou um comunicado oficial em seu site dizendo que a empresa “perdeu um gênio criativo e visionário, e o mundo perdeu um ser humano incrível”.

O vídeo abaixo se trata do famoso discurso dele aos alunos de Stanford, onde Jobs resume a morte assim: “Lembrar de que em breve estarei morto é a melhor ferramenta que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas da vida. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo do fracasso – desaparece diante da morte, que só deixa aquilo que é importante. Lembrar de que você vai morrer é a melhor maneira que conheço de evitar armadilha de temer por aquilo que temos a perder. Não há motivo para não fazer o que dita o coração.”