Comportamento no mundo virtual

Abril de 2012: nós, brasileiros, já ultrapassasmos a marca dos 190 milhões de habitantes. Cerca de 40% destes 190 milhões possuem alguma forma de acesso à internet, seja de casa, do trabalho ou da lan house da esquina. Dentre muitas outras coisas, tal número significa também que somos 80 milhões de pessoas que estão aprendendo a melhor maneira de se comportar no mundo virtual.

Ainda não há um manual com regras de como se portar na internet e Deus queira que não seja necessário. No entanto, cada vez mais precisamos tomar cuidado com o que falamos na web. Muito diferente de um ambiente em que se conhece todos os interlocutores, a internet é uma zona livre, o que acaba sendo uma via de mão dupla, já que, ao mesmo tempo em que podemos dizer qualquer coisa, também estamos sujeitos a lidar com as mais diversas reações.

Não é preciso muito tempo on line para perceber que, de erros de ortografia a opiniões discutíveis, nada é perdoado. Casos envolvendo celebridades ilustram bem isso, claro que, em proporções muito maiores. Semana passada, por exemplo, a apresentadora Sônia Abrão teve de usar boas doses de atuoconfiança para aguentar as piadas de mau gosto e os comentários ofensivos por ter postado uma foto de maiô em seu perfil no Instagram. Já a Xuxa, não soube lidar muito bem com a hostilidade dos usuários do Twitter e acabou abandonando sua conta na rede, em 2010.

Fato é que a sensação de anonimato e impunidade que a internet proporciona acaba trazendo à tona um lado mais selvagem das pessoas. Há quem lide melhor com reações ferozes e há também quem sofra com isso. No fim das contas cabe a nós usar o bom senso na hora de atualizar as redes sociais e se manifestar na web, a fim de evitar aborrecimentos.