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Facebook adere o Stories

Depois do sucesso do Snapchat e em sequência o Insta Stories, agora a rede Facebook lançou essa atualização aos usuários da Irlanda pelo iOS e Android e o objetivo é levá-lo para demais países nos próximo meses.

facebook stories

O recurso, assim como no Instagram, possibilita compartilhar fotos e vídeos durante o período de 24 horas, na mesma projeção de slides como é feito hoje pela outra rede. O aplicativo mudou o seu layout para adaptar a novidade, adotando pequenos círculos acima do feed para que nenhum usuário perca as “histórias”, algo bem semelhante ao que o Instagram realizou. Confira o vídeo de apresentação:

 

Oportunidade para empresas

Esse update pode ser uma nova proposta para empresas trabalharem com audiovisual, uma tendência que vêm crescendo cada vez mais na rede com as atualizações de vídeos do Facebook, e ainda se aproximar mais do público consumidor, mostrando um outro lado da empresa, ampliando a visão que o consumidor tem da mesma, tornando ainda mais estreito o relacionamento entre ambos.

Marcas investem no “Girl Power”

 

Cada vez mais marcas estão buscando no feminismo e na equiparação de gêneros a inspiração para suas peças publicitárias. A ideia é desconstruir imagens pré-montadas do que se espera que meninas e mulheres possam e/ou tenham que fazer.

Uma das primeiras marcas a adotar o “Girl Power” nessa última década, a Dove lançou a campanha pela real beleza. Nas suas peças ela busca mais do que vender seus produtos, busca passar a imagem que apoia o amor ao próprio corpo:

Já a Verizon lançou uma peça chamada “Inspire Her Mind” (“Inspire a mente dela”) e mostra uma garota em diversos estágios da infância e adolescência, sempre desencorajada por uma voz fora da tela. Na cena final, ela para em frente ao cartaz de uma feira de ciências no corredor de uma escola e, desanimada, passa um brilho labial. Ouve-se a narração: “Nossas palavras podem ter um grande impacto. Não é hora de dizermos também que ela é brilhante?”, enquanto estatísticas sobre mulheres que se formam nos campos das ciências exatas aparecem na tela.

 

 

A Always pede que adultos reproduzam o que é correr, lutar e arremessar “como uma menina”. Surgem sorrisos afetados e punhos com movimentos exagerados. Depois, pede que meninas realizem as mesmas atividades, e elas seguem as orientações com uma determinação que ignora estereótipos.

 

 

Só para citar mais um exemplo: a GoldieBlox, empresa norte americana de brinquedos, investiu em campanha com uma trilha sonora diferenciada que mais parece um grito de guerra, “nós somos mais do que princesinhas”, roteiro muito bem estruturado e riqueza de detalhes.

 

 

É evidente que nem todas as marcas produziram anúncios de seus produtos. E talvez nisso resida a maior polêmica para propagandas desse tipo:  enquanto grupos apoiam o progresso da conscientização, com os vídeos sendo imensamente elogiados, outros acreditam que usar o feminismo para vender vai contra o que prega o movimento, principalmente por entrarmos em algumas contradições. Por exemplo, é difícil levar a sério a defesa que a Dove faz da “real beleza” quando se leva em consideração que a empresa Unilever é um dos maiores comercializadores de cosméticos para clareamento da pele no sul da Ásia.

Polêmicas a parte, é legal perceber que cada vez mais marcas buscam vender mais que produtos, mas sim ideias que possam ser associadas ao produto.

 

E você, o que acha dessa nova onda “girl power”?