A era da informação social: bem vindos de volta às tabernas!

O título parece estranho para você? Pois vá acompanhando o raciocínio, caro internauta! Primeiro vamos esclarecer as coisas em um breve resgate histórico: quando tudo começou na trajetória da imprensa e do fluxo de notícias, as informações circulavam principalmente boca-a-boca e através de boletins simplificados. A maioria das discussões sobre o que estava rolando até então acontecia nas famosas tabernas ou nos cafés. Muitas vezes, os famosos caixeiros-viajantes é que tinham a função de fazer com que o fluxo de informações circulasse.

Mas aí a imprensa começou a se estruturar aos poucos e as informações passaram a ser controladas pelos veículos de comunicação. Em 1883, a notícia impressa se revolucionou com o surgimento do jornal New York Sun, que inovou ao vender espaços publicitários para baratear o custo de produção do noticiário. Com isso, a imprensa se tornou acessível e popular e evoluiu rapidamente para o que conhecemos como os meios de comunicação em massa.

A tecnologia contribuiu para a evolução dos meios de comunicação e aumentou a rapidez com que essas notícias se espalham. O desenvolvimento e expansão das redes sociais on-line permitiram com que qualquer pessoa ao redor do mundo possa compartilhar e discutir notícias com sua rede de contatos, fazendo com que as informações circulem em uma velocidade incrível.  Os consumidores da informação estão cada dia mais exigentes com relação à mídia tradicional.

pessoas produzem informação

A web tirou o poder exclusivo de disseminação de notícias das mãos dos veículos de comunicação e o transferiu para todas as pessoas. Basta estar conectado para ter contato com um mundo de informação, na ponta dos dedos. Celebridades e líderes nacionais atualizam suas redes sociais, interagindo diretamente com o público. A informação está cada dia mais participativa, interativa e social. Este processo demonstra que o universo on-line transforma cada dia mais as abordagens do jornalismo tradicional e foi foco de atenção do portal The Economist. Estamos fazendo um claro retorno ao ambiente barulhento, argumentativo e colaborativo das tabernas e cafés antigos. É hora de fazer parte deste incrível universo de um número sem fim de possibilidades de interação!